Fonte: Grande Prêmio
David Robertson, um dos empresários de Kimi Raikkonen, contou à emissora inglesa BBC que o finlandês reagiu à perda das chances de continuar na F1 em um carro vencedor daquele jeito que todos conhecem. Sem muito drama, já pensa na próxima etapa da carreira — e esta é o rali.
"Ele é um daqueles caras que se movimenta rápido. Ele só me
disse: 'Agora, vamos nos concentrar no rali", contou o agente.
Segundo Robertson, as negociações para que o finlandês continuasse na F1 passavam por uma questão primordial: para correr em uma grande equipe — no caso, a McLaren —, o salário não poderia ser pouco; em uma equipe mediana ou pequena, nem por todo o dinheiro do mundo.
"Eles [a McLaren] não puderam pagar por ele. Não era do seu
interesse correr pelo que eles estavam oferecendo, então, em vez disso, ele vai
correr de rali", disse.
"Kimi queria um carro vencedor, só a McLaren poderia
fornecê-lo e ele só tinha a McLaren na mira. Ele não queria mais um ano como
este. Mas eles tiveram problemas com a Mercedes, o Santander e a FIA, e,
do ponto de vista financeiro, não são a força-motriz que eram",
continuou.
David destacou que Raikkonen pretende manter para 2011 as mesmas condições que impôs para negociar neste ano.
"Ele quer voltar à F1 em 2011, mas, com todo o
dinheiro que ele já ganhou, ele não quer entrar em uma equipe mediana por
dinheiro. O mesmo critério se aplica a este ano. Ele só iria aonde sentisse que
teria a chance de conquistar o título", continuou.
Robertson não quis revelar o valor recebido por Kimi pela rescisão de contrato com a Ferrari, mas acredita-se que passe de € 20 milhões — cerca de R$ 51 mi.
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