2.01.2012

Q&A - Os campeões mundiais - Um forte Kimi está de volta!

Depois de dois anos de ausência o finlandês retorna a f1 com a Lotus, o último piloto a vencer o campeonato mundial com a Ferrari. Mas sem nostalgia. "Os vermelhos?... Não sinto nada... Não terminamos bem." Estou de volta porque eu estava cansado de correr contra o relógio: Eu queria correr contra oponentes de verdade."

Zurique - Pensar em ver alguém apelidado de Iceman, jogado em um sofá bebendo café com leite e assistindo a um jogo de tennis te faz rir. Certamente a voz rouca, o olhar fixo e a cor quase albina promovem um mal entendido, no entanto, leva apenas alguns segundos de conversa com Kimi Raikkonen para entender que a imagem do menino frio e sem emocões é apenas resultado de consideracões superficiais. Emocões, paixões e coisas para dizer Kimi tem em abundância. É apenas a maneira de expressá-las que são diferentes, mas no final há muito mais verdade em suas respostas do que do que há nas 'mentiras estratégicas', que Alonso disse centenas de vezes nas conferências de imprensa. A verdade sobre a Ferrari, por exemplo, da qual ele fala em sua primeira entrevista desde seu retorno ao volante de um carro de F1 com a Lotus: Não ficarei impressionado ao ver as Ferraris, eu não sinto nada. Foi apenas um bonita página da minha carreira, mas acabou. E não terminamos bem."

Q: Você estava esperando algo diferente?
Kimi Raikkonen: Bem, sim. Mas estas coisas acontecem na vida, as coisas não acontecem como você deseja. Isto já aconteceu comigo em outras ocasiões.

Q: E então não haverá nenhuma emocão quando você ver - na sua frente ou nos retrovisores - o perfil das máquinas pilotadas por Alonso e Massa?
KR: Não, nada. Além disso, eu já vi o sucesso da McLaren de fora.

Q: Mas recentemente o que você sentiu quando - depois de dois anos de ausência 'pilotando rallies' - você subiu abordo de um F1?
KR: Foi como se estivesse voltando para casa.

Q: O que você sentiu falta na F1?
KR: A competicão contra um verdadeiro, visível e presente oponente. No rally você corre contra o relógio, você não ver nenhum outro piloto ao longo da corrida. Apenas a estrada. E a diferenca é enorme.

Q: Quando você decidiu retornar a F1?
KR: Ano passado. Nas pausas da temporada do rally. Eu pude fazer algumas experiencias na NASCAR. E lá você tem 40 rivais por corrida ... foi a primeira vez que eu encontrei alguém na pista desde que deixei a F1. Logo que a corrida comecou eu senti dentro de mim aquele velho apelo pela competicão. Eu liguei para meu empresário e pedi para ver se havia algo. Conversamos muito com Williams, mas nada se concretizou. Quando entramos em contato com a Lotus não tivemos dúvida e alcancamos um acordo muito rapidamente.

Q: Como foram as primeiras voltas de readaptacão na Lotus? Dois anos atrás, quando eles fizeram com Schumacher em 2009 para preparar para o machucado Massa foi uma tragédia ...
KR: Bem, meu pescoco dói. Mas nada mais do que dóia alguns anos atrás, quando eu voltava a pilotar depois das férias de inverno. Eu pensei que seria pior.

Q: E de um ponto de vista técnico?
KR: Até isto pensei que seria pior. É claro que pilotei com pneus de exibicão e sua performace não é igual ao daqueles que serão usados na próxima temporada, mas neste ponto de vista, o novo Pirelli será novidade para todo mundo.

Q: Quais seus objetivos para esta temporada?
KR: Acelerar o máximo possível.

Q: Você terá como companheiro de equipe Romain Grosjean, anteriormente você teve como companheiros; Heidfeld, Coulthard, Montoya e Massa. Em que ordem você os colocariam em termo de habilidades?
KR: Não tenho nenhuma razão para fazer isto. Eles são todos boas pessoas e bons pilotos. E assim é Grosjean.

Massa que foi seu último companheiro de equipe na Ferrari, está enfretando um momento complicado e parece sofrer desde a chegada de Alonso e esta será sua ultima temporada com os Vermelhos ( exceto por um milagre). Teria sido melhor para eles, se tivessem mantido você e dispensando o brasileiro?
KR: Massa é um piloto muito rápido. Momentos ruins acontecem para todo mundo.

No próximo ano o grid estará repleto de campeões mundiais, além de você lá estará Schumacher, Alonso, Hamilton, Button e Vettel. Na sua opinião quem é o mais forte?
KR: Minha opinião é completamente irrelevante. Isto será bom para a F1. Mas no final não mudará nada, todos comecaremos do zero. Talvez aqueles mais badalados na imprensa mundial deverão lidar com um pouco mais de pressão, uma pouco mais de expectativas de seus fãs, mas para aqueles acostumados a pilotar carros de F1 isto não é nada. No final acredito que aquele com o carro mais rápido, vence.

Q: O que você acha do fenômeno Vettel?
KR: Ele é muito rápido. Mas já são três temporada que ele tem o melhor carro.

Q: Você nunca pensou em para de pilotar?
KR: Bem, houve dias, depois que sai da Ferrari, que eu pensei em parar. Mudar completamente de vida, talvez fazer motocross, ou qualquer outra coisa. Mas isto não durou muito. É hora de subir em um carro de F1 novamente.

Fonte: La Repubblica | Tradu Ita-Ing: WHATEVER | Ing-Port: The Iceman Brasil Team

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