
Pela primeira vez, em 2012, a temporada da F1 terá seis campeões mundiais no grid. Nenhum deles chama tanto a atenção quanto Kimi Raikkonen, que retorna à categoria após dois anos disputando o WRC, além de ter participado de uma etapa da Nascar e de treinos com o carro da Peugeot no endurance.
Os boatos sobre a volta de Kimi começaram a ganhar força no fina do ano passado, quando o finlandês já admitia que podia não continuar no rali, onde estava pagando para correr. O primeiro time a negociar com o Iceman foi a Williams, que via na experiência e nas glórias do finlandês o substituto ideal para Rubens Barrichello.
Apesar disso, as negociações entre equipe e piloto esbarraram em uma série de problemas. Kimi cobrava um salário muito alto para retornar à F1, enquanto o time inglês tem sofrido com uma crise financeira com a perda de uma série de patrocinadores nas últimas temporadas. Tanto é que pela falta de dinheiro a Williams foi obrigada a dispensar Nico Hülkenberg e trazer os petrodólares de Pastor Maldonado – e da PDVSA – para 2011.
Mesmo com esse entrave, Frank Williams tinha uma solução para concluir o acerto. Para garantir a presença de Raikkonen, o dirigente arquitetou um acordo com um banco do Catar, que passaria a patrocinar o time inglês, além de bancar o salário da nova estrela. A empresa, por sua vez, poderia explorar a imagem de Kimi.
Enquanto o acerto não era finalizado, Kimi teria pedido parte nas ações da Williams para concretizar a negociação. Aí Frank Williams teria dito não. O dirigente não esteve disposto em abrir mão de uma fatia de sua equipe para acertar com o finlandês. Vale lembrar que por esse mesmo motivo Adrian Newey deixou o cargo de projetista que ocupava em Grove e se transferiu para a McLaren no final da década de 1990.
O fracasso nas negociações com a Williams serviram para abrir as portas da F1 para Kimi. Se antes o finlandês jamais havia falado em retornar à categoria, agora as equipes sabiam que ele era um nome disponível no mercado de pilotos. A partir daí, as negociações com a Lotus – antiga Renault – começaram.
Eric Boullier foi o primeiro a dar uma pista de que o acerto estava próximo ao mostrar, em uma entrevista, o celular com uma ligação do empresário de Kimi. Pouco tempo depois, o finlandês esteve na sede da equipe, em Enstone, quando o acordo foi finalmente anunciado.
Com o retorno de Kimi consumado, começaram a surgir questões sobre o desempenho do piloto, afinal, o nórdico deixou a F1 pela porta dos fundos quando foi substituído na Ferrari por Fernando Alonso. Os italianos justificaram a mudança no plantel alegando que o campeão de 2007 estava desmotivado e por isso não conseguia mais repetir os bons resultados da campanha vitoriosa.
Com seu jeito quieto e retraído de sempre, Kimi começou a rebater todos aqueles que duvidaram de sua capacidade como piloto. Ao invés de dar declarações, o finlandês foi para a pista e fez o que sabe fazer de melhor: dirigir um carro. No primeiro dia de treinos coletivos de Jerez de la Frontera, Raikkonen terminou na primeira colocação, mas ainda havia dúvidas se a Lotus teria usado pneus macios e pouco combustível para fabricar uma volta rápida.
O novo companheiro de equipe do finlandês, Romain Grosjean, tentou desvendar o mistério ao afirmar que a marca obtida era uma jogada de marketing da Lotus. Entretanto, como o francês repetiu o bom desempenho, e a equipe não participou da bateria de treinos seguinte, em Barcelona – por causa de um problema na suspensão – as dúvidas quanto ao real desempenho da equipe inglesa voltaram.
Na última sessão de treinos, novamente na pista catalã, a Lotus esteve de volta, mas o resultado não mudou. Grosjean foi o mais rápido nos dois primeiros dias, enquanto Kimi marcou o melhor tempo no último dia de atividades.
Se a equipe inglesa fabricou os tempos baixos para criar a tal ação de marketing dita por Grosjean, só os resultados do GP da Austrália e das etapas seguintes vão responder. Mas, enquanto isso, Kimi já mostrou que está em forma e, em termos de habilidade, ainda é o mesmo da época do título.
A questão agora é se o nórdico vai conseguir manter a empolgação ao longo de todo o ano. Caso a Lotus realmente tenha manipulado os tempos, será que Kimi vai ficar satisfeito em lutar no máximo para somar pontos corrida após corrida e se chances de vitória? Nesse momento que antecede a temporada, é apenas um palpite, mas se Raikkonen tiver um carro que o permita brigar por algo, mesmo que seja ultrapassar Mercedes, Force India e Toro Rosso por um lugar nos pontos, pode ser o suficiente para que o piloto não perca a motivação ao longo e 2012.
Por outro lado, um equipamento limitado – mesmo um carro mais rápido que a Mercedes, mas inferior às grandes equipes – pode ser o suficiente para entediar o finlandês. Afinal, nada mais chato que passar 20 GPs andando na mesma posição sem perspectivas de melhora ou piora.
Fonte: Grande Prêmio
Os boatos sobre a volta de Kimi começaram a ganhar força no fina do ano passado, quando o finlandês já admitia que podia não continuar no rali, onde estava pagando para correr. O primeiro time a negociar com o Iceman foi a Williams, que via na experiência e nas glórias do finlandês o substituto ideal para Rubens Barrichello.
Apesar disso, as negociações entre equipe e piloto esbarraram em uma série de problemas. Kimi cobrava um salário muito alto para retornar à F1, enquanto o time inglês tem sofrido com uma crise financeira com a perda de uma série de patrocinadores nas últimas temporadas. Tanto é que pela falta de dinheiro a Williams foi obrigada a dispensar Nico Hülkenberg e trazer os petrodólares de Pastor Maldonado – e da PDVSA – para 2011.
Mesmo com esse entrave, Frank Williams tinha uma solução para concluir o acerto. Para garantir a presença de Raikkonen, o dirigente arquitetou um acordo com um banco do Catar, que passaria a patrocinar o time inglês, além de bancar o salário da nova estrela. A empresa, por sua vez, poderia explorar a imagem de Kimi.
Enquanto o acerto não era finalizado, Kimi teria pedido parte nas ações da Williams para concretizar a negociação. Aí Frank Williams teria dito não. O dirigente não esteve disposto em abrir mão de uma fatia de sua equipe para acertar com o finlandês. Vale lembrar que por esse mesmo motivo Adrian Newey deixou o cargo de projetista que ocupava em Grove e se transferiu para a McLaren no final da década de 1990.
O fracasso nas negociações com a Williams serviram para abrir as portas da F1 para Kimi. Se antes o finlandês jamais havia falado em retornar à categoria, agora as equipes sabiam que ele era um nome disponível no mercado de pilotos. A partir daí, as negociações com a Lotus – antiga Renault – começaram.
Eric Boullier foi o primeiro a dar uma pista de que o acerto estava próximo ao mostrar, em uma entrevista, o celular com uma ligação do empresário de Kimi. Pouco tempo depois, o finlandês esteve na sede da equipe, em Enstone, quando o acordo foi finalmente anunciado.
Com o retorno de Kimi consumado, começaram a surgir questões sobre o desempenho do piloto, afinal, o nórdico deixou a F1 pela porta dos fundos quando foi substituído na Ferrari por Fernando Alonso. Os italianos justificaram a mudança no plantel alegando que o campeão de 2007 estava desmotivado e por isso não conseguia mais repetir os bons resultados da campanha vitoriosa.
Com seu jeito quieto e retraído de sempre, Kimi começou a rebater todos aqueles que duvidaram de sua capacidade como piloto. Ao invés de dar declarações, o finlandês foi para a pista e fez o que sabe fazer de melhor: dirigir um carro. No primeiro dia de treinos coletivos de Jerez de la Frontera, Raikkonen terminou na primeira colocação, mas ainda havia dúvidas se a Lotus teria usado pneus macios e pouco combustível para fabricar uma volta rápida.
O novo companheiro de equipe do finlandês, Romain Grosjean, tentou desvendar o mistério ao afirmar que a marca obtida era uma jogada de marketing da Lotus. Entretanto, como o francês repetiu o bom desempenho, e a equipe não participou da bateria de treinos seguinte, em Barcelona – por causa de um problema na suspensão – as dúvidas quanto ao real desempenho da equipe inglesa voltaram.
Na última sessão de treinos, novamente na pista catalã, a Lotus esteve de volta, mas o resultado não mudou. Grosjean foi o mais rápido nos dois primeiros dias, enquanto Kimi marcou o melhor tempo no último dia de atividades.
Se a equipe inglesa fabricou os tempos baixos para criar a tal ação de marketing dita por Grosjean, só os resultados do GP da Austrália e das etapas seguintes vão responder. Mas, enquanto isso, Kimi já mostrou que está em forma e, em termos de habilidade, ainda é o mesmo da época do título.
A questão agora é se o nórdico vai conseguir manter a empolgação ao longo de todo o ano. Caso a Lotus realmente tenha manipulado os tempos, será que Kimi vai ficar satisfeito em lutar no máximo para somar pontos corrida após corrida e se chances de vitória? Nesse momento que antecede a temporada, é apenas um palpite, mas se Raikkonen tiver um carro que o permita brigar por algo, mesmo que seja ultrapassar Mercedes, Force India e Toro Rosso por um lugar nos pontos, pode ser o suficiente para que o piloto não perca a motivação ao longo e 2012.
Por outro lado, um equipamento limitado – mesmo um carro mais rápido que a Mercedes, mas inferior às grandes equipes – pode ser o suficiente para entediar o finlandês. Afinal, nada mais chato que passar 20 GPs andando na mesma posição sem perspectivas de melhora ou piora.
Fonte: Grande Prêmio
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