8.11.2012

Luciano Burti fala sobre Felipe Massa e Räikkönen ...

LF – Ao sofrer o acidente, Massa interrompeu sua melhor fase da carreira. Ficou um tempo parado e voltou à Ferrari com um companheiro novo, que entrou no time com uma atitude centralizadora. Ter voltado a um ambiente no qual não recebeu o suporte necessário pode ser o motivo de ele passar por má fase?

Com certeza. Muita gente fala do acidente, mas não foi. O Felipe veio do campeonato de 2008, onde a dupla era ele e o [Kimi] Raikkonen. Só que o queridinho da equipe era o Felipe. Ele era o cara que os mecânicos gostavam. O Felipe é um cara politicamente correto, bacana, fala italiano e tal. O Raikkonen mal dá “bom dia”. É um cara gente boa, mas para uma equipe italiana… Em uma equipe inglesa está ok, mas não tem nada a ver com um time italiano. O cara não fala “bom dia”. Não é por falta de educação, ele simplesmente é assim. Nas únicas vezes em que o Raikkonen veio falar comigo, ele estava bêbado em festa. Eu também estava, não é para falar da fama de bêbado dele, estávamos em festa! [risos] O cara é divertido, mas, na corrida seguinte, passa reto e não fala “oi”. Para uma equipe italiana, isso não funciona. O Felipe era o cara querido da equipe e do ano de 2008, em que quase foi campeão e a Ferrari tinha o melhor carro. Começou 2009 com um carro não tão bom, mas ainda era o nº 1 do time. Aí veio a tal da mola, o cara ficou um ano fora, etc. e tal. Quando volta, estava lá o Alonso. Um cara bom para cacete, e na minha opinião e de boa parte do pessoal com quem converso, o melhor piloto do grid. E ele é forte do ponto de vista político, por centralizar mesmo as coisas, puxar tudo para ele mesmo e quem estiver ao lado que se dane. Veja o que aconteceu com o Nelsinho, o Romain Grosjean. Ah, o Grosjean aprendeu a pilotar agora? Aprendeu nada. O cara estava numa equipe na qual não tinha atenção nenhuma.

Leia a entrevista completa no Tazio Autosport

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