De volta à Fórmula 1 depois de três anos, Kimi
Raikkonen já até consegue sorrir em determinadas situações. Não nos
quase dez minutos de entrevista exclusiva, um dia antes de acelerar
nesta sexta-feira (23), nos treinos livres para o GP do Brasil. O
introvertido piloto da Lotus não se considera diferente dos demais por
seu jeito fechado e ainda deixa escapar uma ligeira empolgação ao falar
das boas lembranças que tem de Interlagos.
“The Iceman” (O Homem de Gelo, em inglês) faz
naturalmente jus ao apelido. O finlandês atende fãs, patrocinadores e
imprensa sem esboçar reação. Fala exageradamente baixo e é contido nos
gestos. Parece estar na antessala de um consultório dentário até ser
confrontado com uma ou outra pergunta. Daí seu mau-humor vem à tona e,
com ele, as melhores e mais curtas respostas de um autêntico campeão
mundial.
Mas Raikkonen, hoje com 33 anos, já foi flagrado
sorrido. Sobretudo após sua primeira vitória desde sua volta à
categoria, no GP de Abu Dabi, no começo deste mês. Ainda assim, não vê
muita mudança de comportamento como quando ganhou o campeonato em 2007,
pela Ferrari, apesar de contraditoriamente fazer graça com isso.
– Acho que estou mais velho (risos). Não acho
que tenha mudado muito. Continuo focado. A diferença é que estou em
outra equipe. Também não vejo grandes diferenças [em relação aos outros
pilotos].
O piloto da Lotus em geral não se entusiasma com muita coisa. Também não deixa de ser grato à pista de Interlagos, que o colocou na galeria dos campeões da Fórmula 1. Por isso uma reflexão de quem já passou os melhores momentos de sua vida no autódromo de São Paulo.
O piloto da Lotus em geral não se entusiasma com muita coisa. Também não deixa de ser grato à pista de Interlagos, que o colocou na galeria dos campeões da Fórmula 1. Por isso uma reflexão de quem já passou os melhores momentos de sua vida no autódromo de São Paulo.
Apesar de brigar para confirmar o terceiro lugar
no Mundial de Pilotos, Raikkonen chega ao GP do Brasil como mero
coadjuvante. Ele já deixou a briga pelo título e agora vê Sebastian
Vettel (273 pontos) e Fernando Alonso (260) disputarem curva a curva o
troféu – o alemão precisa apenas do quarto lugar para ficar com o
tricampeonato.
– É bom voltar aqui. Estou muito empolgado,
esperando uma boa corrida. É também a última corrida do ano e espero que
o time saia bem... Tenho boas lembranças de Interlagos.
“Sei o que estou fazendo”
Ainda no épico GP de Abu Dabi, a transmissão oficial mostrou ao mundo um pouco do temperamento difícil (talvez por isso divertido) de Raikkonen. Após seguidas mensagens bobas do seu engenheiro de equipe, o finlandês soltou um “me deixe em paz, sei o que estou fazendo”. Como se não bastasse, ao ser avisado que precisava manter o aquecimento dos pneus esbravejou “sim, sim, sim... estou fazendo isso o tempo todo e você não precisa me lembrar a todo segundo”.
O episódio ganhou camisetas personalizadas com a
mensagem, mas também gerou uma reação exagerada da imprensa europeia,
como se a equipe estivesse em um princípio de crise. Para Raikkonen,
claro, tudo foi normal.
– É uma coisa normal de corrida. Acontece com
todo mundo e todo fim de semana. Não me preocupei muito com a
repercussão que isso teve.
Fonte: R7 Esportes

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