A agressividade de Sergio Perez durante o GP de Mônaco deu o que falar
depois da prova. O mexicano começou a corrida se estranhando com o
companheiro Jenson Button, depois foi para cima de Fernando Alonso e,
depois de um duelo de várias voltas e alguns encontrões na chicane da
saída do túnel, furou o pneu traseiro esquerdo da Lotus de Kimi
Raikkonen, tirando o quinto lugar do finlandês.
Ao TotalRace, Perez afirmou que Raikkonen poderia ter evitado o choque.
“Tem que dar espaço e o Kimi me colocou no muro na entrada da curva.
Daí não tinha muito o que fazer. Ele tem o seu ponto de vista e eu tenho
o meu. Acredito que, se ele tivesse me dado espaço, não teria
acontecido absolutamente nada.”
Raikkonen não se conformou com a opinião do mexicano e disse que apenas fez o que o próprio Perez está acostumado a fazer.
“Ele vem e me bate por trás, então obviamente não faz ideia do que está
falando. Ele fica fechando todo mundo o tempo inteiro, então deveria
esperar que quem vai à frente mantenha a tangência da curva.”
Os dois tiveram um problema semelhante, mas com as posições invertidas,
durante o GP da China: o finlandês tentou a ultrapassagem, o mexicano
fechou a porta e a Lotus teve o bico danificado.
Bastante irritado com Perez, Raikkonen afirmou que o mexicano ultrapassa os limites da agressividade.
“É estúpido quando você chega forte demais na curva, sabendo que não
vai conseguir contorná-la, para obrigar o outro a ir reto também. Tudo
bem ser agressivo, mas você também precisa ser esperto e ele está longe
disso. Perdi pontos para Alonso e para Vettel por causa daquela manobra
estúpida.”
No caso de Alonso, Perez colocou por dentro na chicane e o espanhol,
para evitar o choque, cortou a chicane. Os comissários determinaram que o
ferrarista devolvesse a posição, decisão com a qual o piloto disse
concordar. Mas o bicampeão salientou que se sentiu obrigado a adotar a
postura defensiva por estar lutando pelo campeonato.
“É fácil quando se luta para ser 11º ou 12º, como tem acontecido com
Button e Sergio, se lançar quando chega a oportunidade. Eu também fazia
isso em 2008 e 2009, quando não tinha mais nada para fazer. Se não me
afasto de Perez na chicane, batemos; se não levanto, bateria com Sutil
na Loews. Eles não perdem nada e eu perco seis pontos preciosos no
campeonato e não desconto cinco em relação a Kimi. A agressividade de
Sergio no Bahrein foi boa para ele, aqui não deu tão certo e veremos se é
uma lição.”
Fonte: Total Race

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