11.02.2013

Boullier diz não ter como impedir saída antecipada de Kimi

A situação de Kimi Raikkonen na Lotus está mais delicada do que nunca nesta fase final da temporada. Com atrasos nos pagamentos que podem chegar a até US$ 15 milhões (quase R$ 34 mi), o finlandês tornou públicas as ameaças de deixar a equipe antes do fim do campeonato, deixando de disputar as etapas dos Estados Unidos e Brasil.
Indagado sobre o assunto nesta sexta-feira em Abu Dhabi, o chefe da escuderia, Éric Boullier, já adotou uma postura de Pôncio Pilatos, “lavando as mãos” e admitindo que a decisão, neste momento, está nas mãos do campeão de 2007, embora membros da alta cúpula ainda tentem uma negociação.
“Em partes, não dá para dizer [se Raikkonen vai estar no grid de Austin e Interlagos]. Há uma discussão entre Kimi e Gerard [Lopez, sócio da Lotus], que envolve nossos acionistas e companhias proprietárias, obviamente”, relatou o dirigente.
Para ele, tudo o que resta é torcer para que esse enorme entrevero nos bastidores não atrapalhe o desempenho de Raikkonen dentro da pista, justamente em um momento no qual a esquadra aurinegra luta ferrenhamente para ser vice-campeã nos construtores, garantindo assim alguns milhões a mais em premiação para 2014.
“É claro que temos alguns problemas [financeiros], já conhecidos de longa data, mas estamos esperando pelo fechamento do acordo com a nova companhia de investimentos. Se isso não acontecer, temos que pensar em outras possibilidades”, reconheceu.
O acordo referido pelo comandante é aquele com o grupo árabe-americano Quantum. O time depende plenamente dessa injeção de capital para poder contratar Nico Hulkenberg e não ter que apelar ao dinheiro de Pastor Maldonado, que busca uma alternativa para deixar a Williams na próxima temporada.
Dentro da pista, um problema a menos
Se, no motorhome, o cenário continua tenso entre as partes, piloto e time ao menos parecem ter encontrado uma solução no que tange ao desempenho em pista.
Devido às dificuldades de Raikkonen em ritmo de classificação nas últimas etapas, a escuderia vai dar a ele uma versão do chassi E21 com distância entre-eixos menor, assim como na primeira metade da temporada. “Ele vai experimentar isso [no sábado], porque não ficou 100% feliz com o equilíbrio nas duas últimas corridas”, explicou Boullier.
Fonte: Tazio

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