Kimi Raikkonen tinha uma história mal resolvida na Fórmula 1. Depois de ter sido campeão mundial em 2007 correndo pela Ferrari, não conseguiu disputar o título de 2008 até a última prova do ano, como fez o companheiro de equipe, Felipe Massa — que na época até ganhava corridas. Em 2009, Raikkonen caiu ainda mais de rendimento. Naquele ano, a Ferrari errou a mão no carro e Kimi venceu apenas uma etapa.
Resultado: foi demitido no fim da temporada para dar lugar a Fernando Alonso.
Raikkonen havia chegado à Ferrari para ser o sucessor de Michael Schumacher. Tinha o papel a de ser o "number one", responsável por liderar o desenvolvimento dos carros e brigar pelos títulos. Não deu certo. Não é o perfil do finlandês.
A Ferrari exige pilotos que estejam dispostos a dedicar-se à equipe e à categoria quase 100% do tempo. Seus contratados não são poupados de dezenas de eventos, reuniões e de uma cobrança por resultados sem igual no paddock. Não é preciso ser muito esperto para perceber que nada disso tem a ver com Raikkonen, que, no popular, "tocou o foda-se" no último ano em Maranello — perdoem-me a expressão, mas é a que mais sintetiza o ocorrido.
Kimi saiu com uma bela grana por conta da rescisão do contrato e foi experimentar o WRC (Campeonato Mundial de Rali). Ficou lá por dois anos, mas não resistiu ao convite da Lotus para voltar à Fórmula 1. Para Kimi, não há nada mais fantástico do que os carros de F1. E correr contra o relógio, como se faz nos ralis, já não tinha mais graça.
Comprometimento com a categoria? Continua a mesma: apenas dentro da pista. "Só estou aqui pelas corridas. Posso ficar sem todas as outras besteiras. Tirando os carros da F1, não estaria lá. A F1 não tem qualquer papel na minha vida pessoal. Eu tenho uma vida real. Acho que para muitas pessoas a sua vida é a F1. Para mim, não é", disse recentemente Kimi ao jornal alemão Bild. "Gosto do que estou fazendo. Isso é o bastante. Não ligo se as pessoas falam que estou fazendo bem ou não", completou o Iceman (homem de gelo), como Raikkonen ficou conhecido.
O resultado disso? Hoje, Raikkonen já é um dos candidatos ao título deste ano. Sem exageros. A Lotus é um carro consistente e o ambiente de liberdade combinado entre a equipe e o piloto tem funcionado para motivar o finlandês. Kimi pilota muito, entrega os resultados e não precisa ficar dando sorrisinhos em eventos ou fazendo política, coisas essenciais dentro de uma equipe como a Ferrari, por exemplo.
Em contrapartida, a Lotus entrega um bom carro e só exige de Kimi comprometimento no fornecimento de informações precisas e no desenvolvimento do modelo. E isso, apesar de todas as críticas feitas no passado, nunca foi um defeito de Raikkonen.
O bom desempenho de Kimi na volta à Fórmula 1 em comparação às patinadas de Michael Schumacher no primeiro ano de retorno também tem algumas explicações técnicas. A primeira: Raikkonen é nove anos mais jovem e ficou duas temporadas parado, contra três de Schumacher.
Quando Kimi deixou a categoria, os pneus já eram slick novamente e os apêndices aerodinâmicos usados até 2008 haviam sido banidos, ou seja, os carros eram mais parecidos com os atuais.
Schumacher correu pela última vez em 2006, usando pneus com ranhuras e carros 110% apoiados na aerodinâmica.
De qualquer forma, mais do que o bom carro da Lotus e a rápida adaptação técnica de Raikkonen, a motivação encontrada em uma equipe que soube entender sua personalidade é o fator principal que levará Kimi a vencer logo logo.
Afinal, há vida fora da Ferrari. E vida inteligente.
300 km/h

- Continua feia a discussão entre Michael Schumacher e a Pirelli. O alemão diz que a categoria está dependente demais dos pneus e que os pilotos não podem dar tudo de si em corridas e classificações. A Pirelli diz que os pilotos são mais importantes que os pneus e que o equilíbrio é bom para a F1;
- Gosto da imprevisibilidade das corridas com os pneus atuais, mas devo concordar com Schumacher em um aspecto: os pneus não podem tornar as disputas uma loteria;
- A próxima prova será em Mônaco, onde a asa móvel não será usada e é quase impossível ultrapassar. Vai ser interessante ver como os pilotos se comportarão quando um carro com pneus novos encontrar outro de pneus velhos pelo caminho.
Fonte: Yahoo Esportes
Resultado: foi demitido no fim da temporada para dar lugar a Fernando Alonso.
Raikkonen havia chegado à Ferrari para ser o sucessor de Michael Schumacher. Tinha o papel a de ser o "number one", responsável por liderar o desenvolvimento dos carros e brigar pelos títulos. Não deu certo. Não é o perfil do finlandês.
A Ferrari exige pilotos que estejam dispostos a dedicar-se à equipe e à categoria quase 100% do tempo. Seus contratados não são poupados de dezenas de eventos, reuniões e de uma cobrança por resultados sem igual no paddock. Não é preciso ser muito esperto para perceber que nada disso tem a ver com Raikkonen, que, no popular, "tocou o foda-se" no último ano em Maranello — perdoem-me a expressão, mas é a que mais sintetiza o ocorrido.
Kimi saiu com uma bela grana por conta da rescisão do contrato e foi experimentar o WRC (Campeonato Mundial de Rali). Ficou lá por dois anos, mas não resistiu ao convite da Lotus para voltar à Fórmula 1. Para Kimi, não há nada mais fantástico do que os carros de F1. E correr contra o relógio, como se faz nos ralis, já não tinha mais graça.
Comprometimento com a categoria? Continua a mesma: apenas dentro da pista. "Só estou aqui pelas corridas. Posso ficar sem todas as outras besteiras. Tirando os carros da F1, não estaria lá. A F1 não tem qualquer papel na minha vida pessoal. Eu tenho uma vida real. Acho que para muitas pessoas a sua vida é a F1. Para mim, não é", disse recentemente Kimi ao jornal alemão Bild. "Gosto do que estou fazendo. Isso é o bastante. Não ligo se as pessoas falam que estou fazendo bem ou não", completou o Iceman (homem de gelo), como Raikkonen ficou conhecido.
O resultado disso? Hoje, Raikkonen já é um dos candidatos ao título deste ano. Sem exageros. A Lotus é um carro consistente e o ambiente de liberdade combinado entre a equipe e o piloto tem funcionado para motivar o finlandês. Kimi pilota muito, entrega os resultados e não precisa ficar dando sorrisinhos em eventos ou fazendo política, coisas essenciais dentro de uma equipe como a Ferrari, por exemplo.
Em contrapartida, a Lotus entrega um bom carro e só exige de Kimi comprometimento no fornecimento de informações precisas e no desenvolvimento do modelo. E isso, apesar de todas as críticas feitas no passado, nunca foi um defeito de Raikkonen.
O bom desempenho de Kimi na volta à Fórmula 1 em comparação às patinadas de Michael Schumacher no primeiro ano de retorno também tem algumas explicações técnicas. A primeira: Raikkonen é nove anos mais jovem e ficou duas temporadas parado, contra três de Schumacher.
Quando Kimi deixou a categoria, os pneus já eram slick novamente e os apêndices aerodinâmicos usados até 2008 haviam sido banidos, ou seja, os carros eram mais parecidos com os atuais.
Schumacher correu pela última vez em 2006, usando pneus com ranhuras e carros 110% apoiados na aerodinâmica.
De qualquer forma, mais do que o bom carro da Lotus e a rápida adaptação técnica de Raikkonen, a motivação encontrada em uma equipe que soube entender sua personalidade é o fator principal que levará Kimi a vencer logo logo.
Afinal, há vida fora da Ferrari. E vida inteligente.
300 km/h

- Continua feia a discussão entre Michael Schumacher e a Pirelli. O alemão diz que a categoria está dependente demais dos pneus e que os pilotos não podem dar tudo de si em corridas e classificações. A Pirelli diz que os pilotos são mais importantes que os pneus e que o equilíbrio é bom para a F1;
- Gosto da imprevisibilidade das corridas com os pneus atuais, mas devo concordar com Schumacher em um aspecto: os pneus não podem tornar as disputas uma loteria;
- A próxima prova será em Mônaco, onde a asa móvel não será usada e é quase impossível ultrapassar. Vai ser interessante ver como os pilotos se comportarão quando um carro com pneus novos encontrar outro de pneus velhos pelo caminho.
Fonte: Yahoo Esportes
Como disse aí, a questão da idade dos dois pesa, e o Michael ficou parado, o Kimi não. Isso foi fundamental.
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