As longas férias de verão na Europa enfim acabaram e as corridas de F1 estão de volta depois de um mês de recesso. Uma verdadeira maratona está por vir, com nove provas em 13 fins de semana, o que definirá os rumos de um dos Campeonatos Mundiais mais imprevisíveis da história da categoria.
E não poderia haver lugar melhor para este retorno do que o GP da Bélgica. O circuito de Spa-Francorchamps é um dos únicos que são verdadeiras unanimidades entre os pilotos e torcedores, já que proporciona um grande desafio de pilotagem e corridas movimentadas. É neste cenário que Fernando Alonso tentará consolidar sua liderança na tabela de pontuação, embora Red Bull, McLaren e Lotus estejam de olho em iniciar uma arrancada pela recuperação.
Características do circuito
Variedade é o que não falta nos 7,004 km de Spa-Francorchamps: há curvas de alta, média e baixa velocidades, com subidas, descidas e pontos reais de ultrapassagem. Com tais características, a pista belga é considerada uma das últimas com traçado à moda antiga que ainda compõem o calendário. E, justamente por isso, o sucesso em Spa requer um carro que não deixe a desejar em nenhum aspecto – é preciso ter equilíbrio nas curvas, boa velocidade final e se adequar bem às mudanças climáticas. E este último item é intrínseco ao circuito, já que não há local do calendário onde a chuva desempenha um papel mais importante do que na Bélgica. Como é o traçado mais longo do calendário, há momentos em que chove em um ponto do circuito, mas, em outro, faz sol – e isso pode transformar a corrida em uma loteria.
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