8.30.2013

Lotus: permanência de Kimi depende de relação com a Renault em 2014

Apesar do impasse financeiro em torno da parceria com a Infinity, a principal preocupação de Kimi Raikkonen com a Lotus para o ano que vem é se Enstone terá ou não um carro competitivo, segundo o dono da equipe Gerard Lopez.
Em 2014, os motores terão maior preponderância no desempenho do carro. Por conta disso, Raikkonen, segundo o dirigente, determinou à equipe que construa uma relação mais próxima com a Renault – dona do propulsor mais caro no grid. Seja por indefinição ou falta de orçamento, a Lotus até agora ainda não fechou um contrato de motor para o ano que vem.
“As coisas estão se encaminhando. Disse há dois meses: desde que ele tenha o que quer de nós – isto é, garantias técnicas do quanto estaremos próximos da Renault no ano que vem –, há uma grande chance dele permanecer no time”, disse Lopez, à publicação britânica “Autosport”.
Nos últimos meses, Raikkonen relatou atrasos da Lotus no pagamento de bônus por performance. Mas este não é o motivo pelo qual o finlandês ainda não renovou com o time, de acordo com o proprietário.
“Esse não é o problema. Ele tem algumas questões pendentes relativas a [prêmios de] pontuação, mas é só isso. O principal problema [de Raikkonen] agora é se certificar de que, no ano que vem, seremos uma equipe de ponta, já que haverá uma grande mudança em termos de especificações técnicas”, explicou Lopez.
“Ele não quer que sejamos apenas uma equipe cliente. Estamos discutindo uma maneira de nos aproximar mais da Renault, de qualquer forma que seja. É por isso que o contrato [de motores] ainda não foi assinado.”
Na semana passada, o empresário de Kimi, Steve Robertson, afirmou que o finlandês continuará na Lotus se a equipe de Enstone lhe garantir um carro competitivo no ano que vem. A Red Bull, por sua vez, diz não ter descartado da contratação do campeão mundial.

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