10.15.2013

Lotus: Raikkonen ainda não se adaptou à nova configuração dos pneus

Desde que a Pirelli alterou a configuração de seus pneus, no GP da Hungria, passando a usar a composição da borracha de 2013 junto com a estrutura do ano passado, Kimi Raikkonen tem demonstrado dificuldades para encontrar o melhor ritmo a bordo do modelo E21, explicou o chefe de operações da Lotus, Alan Permane.
Se, até a etapa de Hungaroring, o finlandês aplicava um confortável 8 x 1 contra Romain Grosjean no duelo interno da equipe em grids de largada, a partir dessa corrida o francês passou a superá-lo com frequência, terminando à frente em cinco das últimas seis classificações disputadas.
Em entrevista à revista inglesa “Autosport”, Permane explicou que os novos arcos italianos deixaram o carro com um comportamento diferente na entrada das curvas, algo que teria atrapalhado a pilotagem do nórdico, especialmente em voltas lançadas.
“Ele não gosta como fica a dianteira. Não gosta da forma como eles [pneus] fazem o carro entrar nas curvas. Não é agudo o suficiente para ele. E se tentamos afinar muito [a dianteira], aí perdemos a traseira. Isso o tem perturbado um pouco, mas ele está começando a lidar com o problema”, afirmou.
Segundo Permane, Raikkonen tem acusado a deficiência apenas em ritmo de classificação. Nas corridas, o campeão de 2007 volta a apresentar o desempenho habitual, mas, como tem iniciado as últimas provas distante do topo do pelotão, nem sempre é possível alcançar a zona de pódio, como ele fez nas rodadas de Marina Bay e Yeongam.
“Em ritmo de corrida, Kimi está bem com os pneus. Ele classificou em 13º em Cingapura e em nono na Coreia do Sul, mas subiu ao pódio nas duas vezes. Só que isso não acontece toda semana. Não dá para ficar contando com safety cars para fazer boas corridas a partir disso. É preciso estar em melhores posições no grid e é nessa parte que ele vem sofrendo” analisou.
Em Suzuka, o chefe de operações já vislumbrou uma melhora no quesito, e acredita que a distância entre as posições em que Grosjean e Raikkonen largaram (quarto e nono) se deveu ao equilíbrio mais forte apresentado pelas escuderias de ponta nessa pista. “Foi melhor aqui. Ele ficou a três décimos de Romain, mas essa diferença representou cinco posições. Normalmente, representaria só duas ou três colocações”, apontou.
Fonte: Tazio

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