Após a afirmação do canal Sportv na última quarta-feira de que o finlandês Kimi Raikkonen assinou com a equipe Mercedes para disputar a próxima temporada de F-1, o agente do ex-ferrarista confirmou que existe, sim, a possibilidade de ele trabalhar com Ross Brawn.
Apesar de ter assegurado que o destino de Kimi seria competir no rali em 2010, tirando um ano sabático na principal categoria do automobilismo, Steve Robertson voltou atrás e disse que não é 100% certo que o finlandês não vá correr por algum time no próximo ano.
Tudo indica que, diante da contratação de Jenson Button pela McLaren, a Mercedes tenha encarado como uma obrigação ter um piloto competitivo e experiente em seu plantel e Raikkonen seria a melhor opção para o time de Ross Brawn."Nunca podemos dar 100% de certeza de que ele não vá ficar na F-1. Raikkonen tinha uma meta e uma equipe [McLaren] queria ele, mas as negociações não foram bem. Nós tentamos. Tivemos diversas reuniões, mas infelizmente houve alguns aspectos em que não pudemos achar um denominador comum."
Questionado sobre a preferência do finlandês, que declarou que gostaria de competir em ralis, Robertson disse que o ideal seria que ele competisse na F-1 e disputasse algumas provas de rali ao mesmo tempo."Esta é a F-1. Se eles fizerem uma proposta e nos convencerem, se puderem dar a Kimi uma oportunidade que o deixe feliz e possa ganhar o campeonato, então não poderemos dizer não. Sempre existe uma possibilidade", disse.
"Ele gostaria de fazer várias corridas no rali junto com a F-1. A F-1 não tem testes, Kimi fica muito entediado durante a semana porque não pode fazer nada. Para ele, isso não seria prejudicial. Se olharmos para este ano, quando ele correu no rali e retornou à F-1, seus resultados foram sempre fortes."
Por fim, Robertson deixou claramente as portas abertas para negociações e disse que o dinheiro é o que menos importa para Kimi, que só deseja ter a chance de vencer o campeonato.
"Há muitos times interessados em Kimi. Ele é honesto quando diz que só quer um carro que lhe dê condições de vencer. É claro que o dinheiro é parte disso, mas ele não precisa desse dinheiro. Ele quer carro em que possa mostrar seu talento. Quando você está na F-1 há nove anos e foi campeão do mundo, você precisa de novos desafios", completou.

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