10.25.2011

F1 RACING | KIMI – A VOLTA DO HOMEM (DE GELO) ! Parte II

Se alguém fosse escalar o Monte Everest – que informalmente, é considerado o maior desafio dos tempos modernos – não perderia tempo em conversas desnecessárias. Além disso, não faria muita especulacão se iria alcancar o topo ou não, até que estivesse bem perto de consquistá-lo. E no entanto, muito mais pessoas escalaram com sucesso o Monte Everest do que conquistaram o titulo mundial de F1.

Kimi é uma das 32 pessoas que conquistaram este titulo, embora em circunstâncias que ele mesmo reconhece que foram um tanto surreal. Todos recordamos que 3 pilotos chegaram a última corrida com possibilidades de conquistar o titulo, e que Kimi se converteu no primeiro piloto, depois de Giuseppe Farina em 1950 a conquistar o titulo indo para última corrida na terceira posicão no campeonato. Um feito impressionante, mas paradoxalmente para Kimi foi simples, porque a única coisa que ele precisou fazer foi disputar e vencer a corrida: não havia outra condicão. E esse é o tipo de tarefa na qual o Iceman tem o melhor desempenho.

“Não tenho certeza se ganhar o titulo é minha melhor lembranca, mas com certeza é uma das melhores – disse Kimi, de forma surpreendente. Comecamos bem e tivemos uma queda de rendimento no meio do ano, mas logo voltamos ao caminho certo e ganhamos. Com certeza poderíamos ter feito algumas coisas diferentes, mas foi nosso primeiro ano. E embora tivessemos o melhor carro, levamos algum tempo para tirar o máximo proveito dele. As vezes acontece isto: em 2005, nosso McLaren também era um excelente carro, mas não terminava as corridas ...”

Se Kimi voltar à F1, pode ser que já não tenha a possibilidade de ter o melhor carro: nem uma McLaren, nem uma Ferrari, nem um Red Bull. Mas isto significa que ele não terá muito com que se preocupar, com excecão de ir o mais rápido possivel e demonstrar o que o carro pode fazer: algo que motivaria tanto à ele quanto a sua equipe.

Uma das temporadas mais impressionantes de Kimi foi o ano de sua estréia com a subestimada equipe Sauber, que teve como resultado a melhor posicão da equipe no mundial de construtores (quarto) antes da entrada da BMW.

Se Kimi voltar, o fato de dispor do melhor material talvez não o preocuparia tanto como antes. “Claro que você sempre quer um carro vencedor, um carro de ponta. Mas como vimos este ano, só há uma equipe com um carro de ponta, disse Kimi. Não que você possa optar sem saber. Há equipes que fazem um bom carro em um ano; e em outros anos seu carro não é tão bom. Há diferencas muito pequenas entre um bom carro e um carro ruim. No final, você tem que dar tudo de si”.

Entretanto, o que Kimi valoriza a cima de tudo é sua própria liberdade. Quando se ver acurralado, fim da questão. Em 2009, Kimi era o segundo esportista mais bem pago do mundo, atrás apenas de Tiger Woods, mas nem isto foi suficiente para ele seguir na F1 uma vez que sentiu-se marginalizado (lembre-se o quanto ele odeia falsidade e injustica). Olhando para 2010, rejeitou várias opcões, entre elas uma extremamente lucrativa: não é o dinheiro o que o motiva.

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