“Quando o austríaco retornou à F1, de energia renovada, derrotou Prost na luta pelo título”, salientou Montezemolo, animado com a dupla de Maranello para 2014.
A exemplo do ex-patrão Enzo Ferrari, o presidente de Maranello, Luca di Montezemolo, agora também instiga uma rivalidade entre seus futuros pilotos em 2014: Fernando Alonso e Kimi Raikkonen.
Em entrevista ao jornal italiano “Gazzetta dello Sport”, Montezemolo falou sobre a nova dupla da Scuderia e comparou Kimi a Niki Lauda ao lembrar que o tricampeão também se cansou da F1 e retornou ao esporte com sucesso. No fim, lançou uma indireta a Alonso, recordando que o austríaco surpreendeu o companheiro mais badalado, Alain Prost, na briga pelo título mundial de 1984.
Em outras linhas, Montezemolo afirma que Alonso deve ficar alerto para a ameaça do finlandês no ano que vem. “Raikkonen é um caso quase idêntico a Lauda. Niki também disse um ‘basta’ em certo ponto porque estava cansado da F1”, argumentou o dirigente.
“O primeiro a se beneficiar vai ser Alonso e estou feliz que ele [Kimi] se juntou novamente a nós. Os funcionários da Ferrari receberam bem a notícia, pois ele deixou boas lembranças. Aliás, voltando a Lauda, quando ele retornou [à F1], de energia renovada, bateu Prost na luta pelo título”, provocou.
Montezemolo também rechaçou a possibilidade de conflito entre os dois ases e disse que Alonso ficou feliz pela contratação de Raikkonen. Pela primeira vez desde 1953, a equipe de Maranello terá dois campeões mundiais em seu estafe de pilotos.
“Não somos tão masoquistas para contratar um piloto sem informar Alonso”, explicou. “Fernando sempre esteve ciente da opção por Raikkonen e a opção de um jovem piloto não nos dava certezas sobre o Mundial. Hoje, Raikkonen é um dos pilotos mais fortes no esporte, ao lado de Alonso, Vettel e Hamilton. O primeiro a ficar feliz com a chegada dele foi Alonso.”
Apesar do título mundial, a última passagem de Kimi pela Scuderia, no fim dos anos 2000, terminou de forma melancólica. Duramente criticado por Montezemolo, o finlandês foi dispensado um ano antes do esperado pela equipe para dar lugar a Alonso. À época, o dirigente enumerou, entre as desvantagens do finlandês, sua incapacidade de se envolver com os engenheiros. Sobre o conflito, Montezemolo tergiversa.
“Falei do irmão gêmeo de Kimi porque o piloto que tínhamos [em 2009] não era o mesmo que contratamos [em 2007]”, argumentou. “A ruptura foi boa, porque ele retornou ao topo, venceu e terminou várias corridas. Quero um piloto que não faça me sentir arrependido de perder Massa, e aqui está ele. Quero vitórias, atuações consistentes e pódios.”
Fonte: Tazio

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