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1.26.2013

Como Kimi Raikkonen foi descoberto!

O engenheiro Jacky Eeckelaert foi o responsável por organizar o primeiro contrato de Kimi Raikkonen na F1, e ele conta a MTV3 como Räikkönen chegou a F1 com a equipe Sauber.

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Eeckelaert foi o engenheiro de Räikkönen em seu primeiro teste em setembro de 2000, e foi também seu engenheiro de corrida na Sauber durante a temporada de 2001.

Os testes de Raikkonen ocorreram em algum momento quando a Sauber estava a procura de um substituto para MiKa Salo que estava indo para a Toyota. Eeckelaert entrou em contato com os empresários Steve e David Robertson, a fim de perguntar sobre um possível contrato com Jensen Button. Button tinha estreado com a Williams na temporada de 2000, mas, perdeu sua vaga para Juan Pablo Montoya na temporada 2001, então, a Sauber estava interessada em saber se o britânico ainda estaria disponível no mercado. Mas, Button já havia se dirigido para Renault sob as asas de Briatore. Os Robertsons ofereceram Raikkonen para Eeckelaert ao invés de Button.

"Esse cara é muito bom, assim como Jenson Button é, mas apenas tem uma personalidade diferente. Ele tem um caráter muito, muito forte, porque ele tem feito muitas coisas de forma independente, sem um orçamento. Ele é muito empenhado”, Robertson descreveu o jovem Räikkönen.

A Sauber já havia assinado com Nick Heidfeld para a temporada de 2001 e ele já havia feito uma temporada na F1. A equipe se atreveu a considerar um piloto novato, então eles ofereceram um teste a Räikkönen para F1. Antes mesmo que Räikkönen tivesse apenas uma temporada completa na Fórmula Renault no bolso.

Räikkönen pilotou seu primeiro teste com o carro da Sauber, o C19, na pista de Mugello em 12 de setembro de 2000. Eeckelaert estava especialmente preocupado em como o pescoço de Raikkonen iria suportar o carro de F1 pela força G, daí o fez dirigir apenas três voltas de qualificação no começo. Durante os intervalos Eeckelaert e Räikkönen comparavam a sua telemetria com as de Salo e Pedro Diniz de testes anteriores. Räikkönen completou 29 voltas durante o primeiro dia. Seu tempo de volta foi de 2,5 segundos mais lento do que a de Diniz no mesmo dia, mas Eeckelaert foi assegurado que iria ter uma melhoria na velocidade uma vez o cérebro de Raikkonen se ajustaria a uma situação em que tudo se move mais rápido.

Durante seu segundo dia de teste Räikkönen levou 40 voltas e melhorou seu tempo para 1:27:130 - o que era claramente uma melhoria ainda maior do que o esperado em uma volta rápida para o dia de abertura, sendo de 1:30:008. Ao analisar a telemetria de Räikkönen foram encontrados novos pontos de ruptura e novos ângulos para se fazer as curvas.

Michael Schumacher, da Ferrari, também estava pilotando na pista durante os testes de 3 dias.

"É claro que Schumacher parou para perguntar: quem é esse piloto que está testando para você", Eeckelaert lembra.

"Quando eu respondi que era Kimi Raikkonen, Schumacher disse: ‘ele pode ser veloz, ele pode ser rápido’”, Eeckelaert continuou.

Primeiramente, Peter Sauber pensou que contrataria Raikkonen como piloto de testes, mas, Eeckelaert o aconselhou a levar o finlandês como um piloto de corridas. Durante os três dias de testes ficaram claro que o Raikkonen é um piloto muito talentoso e veloz, mas sua condição física ainda não suportava um GP com 60 voltas. Então, o Räikkönen começou a trabalhar com o ex-treinador de Ayrton Senna para que ele pudesse entrar em forma para as corridas.

Räikkönen levou o seu segundo teste de F1 em Mugello no dia 28 de setembro. Em tempo de comparar que ele deixou Enrique Bernoldi ligeiramente atrás dele, Enrique também estava procurando um lugar na Sauber, com o apoio da sua patrocinadora, a Red Bull. O engenheiro pensou que o assunto mais convincente foi à forma como o jovem finlandês avaliou as instalações do carro. Apesar destes requisitos de seu patrocinador, Peter Sauber escolheu o Räikkönen como o piloto da sua equipe.

Raikkonen estreou como piloto da Sauber no GP da Austrália em 04 de março de 2001 e imediatamente foi aos pontos, terminando em sexto. A partir daquele dia ele alcançou um Campeonato Mundial, 19 vitórias, 69 pódios e 37 voltas mais velozes.

Créditos: MTV 3 | Fonte e Tradução fin-en: Nicole | Tradução pt: The Iceman Br - @lelanog

11.15.2012

SCANS | Peter Sauber conta como Kimi Raikkonen entrou para F1!

Esses Scans são da Revista britânica Auto Sport – Novembro| 2012 - que trás uma matéria com Peter Sauber onde fala sobre como foi conhecer o Kimi e conseguir a superlicença para ele – foi uma das melhores que já traduzi aqui. Abaixo segue alguns trechos traduzidos e os scans, ok. Agradecendo a Saima do KRS pelo scans!

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TRADUÇÃO.:

PÁGINA 1.:

“Não entendo por que eu dei ao Kimi três dias de testes. Não tínhamos dinheiro, ainda assim, me falaram que este rapaz era muito, muito especial. Mas eu pensava que ele era tão estranho...”

Em 2001, Peter Sauber deu um assento de corridas para um finlandês desconhecido que tinha apenas 23 corridas com carro sob seu cinto. Este instinto de corredor lançou Kimi Raikkonen na F1. E essa foi uma das extraordinárias decisões que o dono equipe Sauber fez durante as suas quatro décadas de automobilismo.

PÁGINA 2.:

MH: Se você quer falar sobre valor, então assinar com Kimi Raikkonen foi uma das melhores movimentações que você fez. Qual é o tanto que você sabe dele? Ele apenas tinha feito 23 corridas.

PS: Isso aconteceu em 2000. Eu nunca havia encontrado David Robertson [empresário do Kimi] antes, mas ele veio me ver e explicou sobre a sua experiência com o Kimi. Todas as histórias legais: Kimi no kart; como ele era habilidoso nas condições molhadas. David foi... Um excelente vendedor. Eu realmente nunca entendi porque dei ao Kimi um carro por três dias. Não tínhamos dinheiro e, normalmente quando você testa com jovens pilotos, vocês faz isso com seis pilotos em três dias de teste e pagam por isso. Mas Robertson me disse: “Este rapaz é muito, muito especial e ele precisa de um carro por três dias”. E, é claro, eles não pagaram nada. Eu ainda não entendo porque eu tomei essa decisão.

Fizemos o teste em Mungello. Esta não é uma pista fácil para pilotos novatos. Eu estive lá apenas no segundo dia e foi quando eu encontrei o Kimi pela primeira vez. Ele nunca falou e não era possível falar em inglês com ele; talvez duas ou três palavras. Nada mais. Mas uma ou duas coisas foram muito, muito especiais. Sua linguagem corporal era bem impassível e ele dava a impressão de que ele estava tão focado que se ele caminhasse na sua direção, ele poderia andar através de você. Este foi meu ‘feeling’ pessoal. Eu pensava: “Este cara é tão estranho”.

O engenheiro me contou que eles fizeram três, ou talvez quatro voltas e voltaram. Então, eles disseram para ele pilotar por oito voltas. Depois da quarta volta, ele estava de volta de novo. Não era possível para ele manter sua cabeça erguida. Mas ele nunca falou sobre isso. Você consegue imaginar? Você consegue um teste com uma equipe de F1 e eles te dizem: ‘Fique fora por oito voltas’ – e você volta depois de quatro!

O volante não teve tantas mudanças quanto temos agora – mas ele pilotou bem. Com a embreagem no volante , ele saiu do Box ok; normalmente. Ao longo do dia, ele soube que estava sob o a minha minuciosa análise. Estava claro que os novos pneus iriam valer a pena e o [combustível] completo também na segunda volta também – mas resolvemos não dizer nada. Na primeira volta, ele foi um segundo mais veloz. Na segunda volta - mais outro segundo mais veloz. Muito impressionante. Eu voei para casa junto com o Willy [Rampf, diretor técnico da Sauber], e nós decidimos: ‘Vamos assinar com ele’.

MH: E o resto é historia. Fantástico. Mas havia um problema com a Red Bull, não havia? Eles preferiam o Enrique Bernoldi?

PS: Eu tive a primeira grande briga com a Red Bull porque o Dr. Helmut Marko [agente de talentos da Red Bull] fez um péssimo papel. O Bernoldi era o nosso pilotos de testes e ele estava pilotando no mesmo momento. Ele não foi bom suficientemente. Mas Helmut Marko estava tão convencido sobre o seu próprio julgamento e o Dietrich Mateschitz acreditava em tudo o que o Marko contava a ele. Então, nós tivemos nosso primeiro desentendimento com Dietrich Mateschitz. Mas, eu ainda tenho um relacionamento muito bom com ele hoje.

MH: Mas este não foi o final da história com o Kimi, não foi? As pessoas estavam contra um piloto com pouca experiência entrando na F1. Particularmente Max Mosley, o qual estava na cabeça da FIA.

PS: Mosley estava contra isso, mas ele foi justo. Eu entendia o que Max estava dizendo por que esta não era uma maneira normal. Nós tínhamos uma conferência em Mônaco e eu tive que expor o meu caso. Eu não tinha experiência e meu inglês não era tão bom. Eu tive a ajuda do Bernie Ecclestone, Jean Todt, Ron Dennis, Frank Williamns e eu acho, que no final, do Eddie Jordan. Todos me ajudaram – eu fique surpreso. Apenas uma pessoa estava contra mim, e esta foi o Flavio Briatore. Ele disse que nós tínhamos a F3000 para isso e isso nos deu uma força de trazer este rapaz direto para F1. Flavio estava protegendo seus próprios negócios e, é claro, ele tinha dois votos naquele tempo: a Minradi também era uma equipe sua. O Max não votou. Ele foi justo; absolutamente justo. Para mim, foi um milagre conseguir a superlicença para o Kimi.

Fonte: KRS – Evenstar (thank u so much)| Tradução: The Iceman Br -@Lelanog

7.13.2012

O homem por trás do “Iceman” !

Breves respostas, olhar de ferro. A imagem do “Homem de Gelo” esta irrevogavelmente penetrada em Kimi Raikkonen. A Motorsport Magazine deu uma olhada atrás da cortina de gelo com Jo Leberer.
A F1 com Kimi Raikkonen fica mais rica com mais este personagem. Seu controle sobre o carro deixa os fãs empolgados, a sua maneira egocêntrica com os jornalistas, patrocinadores e o desespero dos lideres de equipe. O líder da Ferrari, Stefano Domenicali, disse que ele vivia em seu próprio planeta, Raikkonen respondeu a isso de maneira habitual. “Eu gosto de viver em meu próprio planeta. É bom aqui”. A opinião dos outros finlandeses sendo fora do frio gélido, é o porquê de seu ex-líder na equipe McLaren, Ron Dennis, ter dado a ele o apelido de “Iceman”. Dentro e fora das pistas Raikkonen esta sempre acelerando – e não pensa nas consequências. Uma semana depois de ter assinado o seu contrato com a Lotus ele participou de uma corrida Snowmobile na Áustria. Outros pilotos teriam ido mais devagar para não arriscar nada – mas Raikkonen não é como qualquer outro piloto de corridas. Ele pisou fundo, mas acabou perdendo o controle e colidiu contra um banco de neve. A cosequencia disso foi uma lesão na sua mão e manchetes negativas. Mas o que o finlandês, que já caiu bêbado do seu iate ou apareceu como James Hunt fantasiado de gorila, sabe fazer muito bem. Alguém que sabe olhar por de trás da mascara de Iceman é o seu velho companheiro desde os tempos da Sauber, Jo Leberer. Ele disse a Motorsport-Magazine que sabe quem Kimi Raikkonen é de verdade e quais momentos vão ficar inesquecíveis.
...O Retorno de Räikkönen.
Na verdade eu não estou surpreso que a Volta do Kimi tenha ocorrido tão bem. Quando ele decide pilotar, então, é claro para mim que ele considerou isso de perto. Tinha muitas opiniões dos chamados especialistas sobre Kimi. Quando ele decidiu voltar muitos me chamaram, mas eu deixei os outros darem as suas opiniões. Eu o conheço do passado. Ele está tão motivado, tão forte de espírito e que ele pode pilotar todo mundo sabe. Então, porque ele não deveria pilotar de novo? Eu não tinha medo que ele fosse esquecer algo. A Lotus precisava de alguém que fosse rápido e esse é o Kimi.
...Problema de Motivação.
Kimi não tem problemas de motivação. Todo mundo sabe que ele vive sua vida como ele pensa que é certo. Você sabe o que esperar dele. Graças a Deus por ter tantos tipos na F1, não queremos pilotos tortos. E nem que todos os pilotos sejam iguais, trabalhem igual, que façam disso tão interessante. Para os críticos apenas podemos dizer – ele é um cara incrível.
...O Começo na Sauber.
Quando ele começou na Sauber, ninguém o conhecia. Treinamos pouco tempo juntos em Filzoos, lá eu realmente comecei a conhecer ele bem. Eu, só pela base dos meus próprios parâmetros posso dizer que a sua abordagem, seu controle, resistência, seu brilhante desempenho nas corridas, a sua atenção, sua força de vontade, disciplina, sua força no sentido de que não deve aceitar qualquer coisa - era visível já naquela época. Eu sabia que quando ele estava rápido também no carro, ele estava realmente realizado. Isto foi provado. Pouco depois que ele foi para a McLaren – o passo no qual você normalmente não dá. Mas Kimi deu.
...O Talento de Räikkönen.
Quando veio ate nós, fizemos uma lista de prioridade. Ele tinha feito apenas uma temporada, com 23 corridas e então entrou para a F1. O que foi um grande passo, então, você não pode fazer o programa normal de preparação. Na Sauber ele teve a sua chance. Em dezembro ele conseguiu a licença e em Janeiro/Fevereiro ele testou. Ao mesmo tempo nos o preparamos fisicamente para as mudanças que ocorreriam gradualmente. Nós tínhamos só uma maneira de preparar o pescoço dele e etc... Um piloto só pode estar na ponta quando ele está fisicamente pronto pra isso. Em Março foi à primeira corrida e o Kimi terminou em sexto lugar – já com os seus primeiros pontos. Então você imagina.
...A Calma de Räikkönen.
É inacreditável como o Kimi já apareceu desde o começo. Como ele saia da pressão. Eu pensava que algum dia o nervosismo apareceria. Como era o mesmo para os outros pilotos, mesmo para os pilotos da ponta. Mas nunca veio. Antes de sua primeira corrida eu o massageava e antes mesmo ele adormecia. Meia hora antes do inicio da corrida eu tive que acordar ele e ele apenas disse: “Jo, me deixa um pouco mais. Dê-me 5 minutos”. Você tem que imaginar, isso foi antes da sua primeira corrida! Simplesmente brilhante. Sua calma foi inerente. Foi um prazer trabalhar com ele.
...O Primeiro Título de WDC de Räikkönen.
Foi inacreditável como ele estava tão atrás na classificação. Toda a equipe da Sauber estava, é claro, feliz com a sua vitória. Na Segunda-Feira depois da corrida nós voamos para Zurique e ele me disse: “Hey, Jo, amanhã nós vamos nos encontrar em Zurique e comemorar – apenas os amigos mais próximos, minha esposa e eu quero você conosco”. E depois de muitos, muitos anos – eu nunca estive tão contente. O Campeão Mundial me convidou pessoalmente, eu não podia recusar esse convite. Nós não nos víamos, mas era um relacionamento normal. Quando você o tem como seu amigo uma vez, você o tem para sempre. Apesar de ele mudar de equipe e, portanto, na verdade, virar um adversário, o contato ficou. Isso é bom, isso fala por seu personagem.
Créditos: Motorport-Magazine | Thanks to: Miezicat | Tradução pt: do Team - LN